A olhar o peixe

O peixe que eu sou segue as pratas na corrente.
É vermelho e verde e azul às vezes.
E complectamente esquecido de si.
Dança sem musica e deixa que a maré lhe explique o que não pode perceber.
O medo não existe, só o espanto
de haver objectos e mãos
e bocados de corpos e pedras
que brilham como ele.
(A guerreira a olhar o peixe no rio)






2 Comments:
Tens de ir mar adentro...é lá no fundo que está tudo.
Bonito! Esquecer-se de si, mergulhar...
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