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14 abril, 2005

Pequenos cortes

RobertoBolle e TamaraRojo


E o vento que essas cinzas nos dispersa não é de nós
mas é quem reacende outros sinais ardendo na distância um breve instante...
(jorge de Sena)

Tanto cortezinho... depois arde com àgua a correr para não dizer com o alcool. Arde com o vento suave, arde imenso.
Cortes de discussões, palavras que não gostariamos de ouvir, más interpretações. Pois, não chegam a ser cicatrizes. E é por isso mesmo que é tão feio.
Cortes de tudo. Até nos esqueçemos, cortes com sangue e sem sangue, com crostas de dias e já imperceptiveis. Cortes para mostrar e para esconder.
De amor e guerra. De ódio.
E depois tambem os nossos cortes. Os que estão no principio do pensamento, no cimo do cesto. Os que são reflectidos por largas horas, os que é preciso explicarmos a nós próprios.
Esses podem ser cortes superficiais que serão sempre cortes fundos. O corte por ti... com o teu nome. O feito por mim, com o meu.
Desinfectados com as lágrimas e recordados com sorrisos, quem sabe se muitas vezes pelo futuro, ou apenas um breve instante.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Cortes e cortezinhos...
Para esses eu acredito no poder curativo dos farmacos.
Penso a mais ou penso a menos e já tá. Curam-se! :)
Pior são os "golpes"...Os baixos então...
:)

10:20 a.m.  

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