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26 maio, 2005

Ninguém vai a Soho meu amor


foto-RobbDebenport

Tiveste medo que "a pequena existência traquina" levasse alguêm a dar connosco no cantinho de SoHo onde decoramos pastéis de nata com pastilha. Mas ninguém vai a Soho meu amor. Um cliente ou dois por mês na nossa sex shop. O nosso Soho está para lá dos pontos turisticos a visitar, é preciso dar a volta pelo canal do vento para bater na porta. E ninguem lá vai. Tambem fico com os ruidos nos ouvidos e levo-os a passear comigo pelo Central Park que atravesso quando me despeço. Pareço não ter medo. Sei que não tenho medo. Há sempre uma lua qualquer que agarro para levar comigo e que me dá luz sem sombras. E para sonho a Soho falta apenas uma letra. A primeira de noite, de ninho de nua...
De tudo o que me apetecer guardar em mim.
E acreditar.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

;) Louca! So me apetece...sei lá! :)
E de repente até fizeste com que passasse a ver tudo isto com outros olhos…
Tive medo mas percebeste, isso é que me importa…
Sabes nada acontece como no so(n)ho e há coisas que não podemos ignorar, não é?
Proteger-te alerta-me os sentidos… é que nunca sei o que te espera lá para Washington Square North…

7:49 p.m.  

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