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06 julho, 2005

A beleza da Meg


Boneca

A preguíça é imensa mas já não ligo nenhuma. Fico a descansar do próprio descanso... quando descanso. Não quero saber se assim se passam ou podem passar as horas todas, fáz de conta que tenho o tal relógio sem ponteiros que faláste. Fecho os olhos e vejo crescer relva nele, até os números desaparecerem complectamente num fundo plano verde.
Gostei das fotografias. São antigas e fizeram-me imaginar momentos que a minha cabeça criou mais bonitos, do que aquilo que é a realidade dessas pessoas que gosto. E ela é naturalmente bonita. E é, porque a sua beleza é vista por quem se propõe a sentir, não é uma beleza consensual, essas belezas são as que digo que não consigo ver bonitas, penso sobre elas e fica a não sobrar nada. Aqui tambem existe o fenómeno da chiclete, mastigar e deitar fora.
Ela é um exemplo da beleza com sabor, sempre um pormenor novo a descobrir, impossivel deitar fora... E em vez disso pensa-se e pensa-se, quanto mais não seja sobre aquela interrogação do que mudaríamos ali para ficar melhor. E em cada segundo que se pensa, percebe-se que não se muda nada que se ficou a gostar de cada milimetro apesar de se ter pensado sobre ele. E isto tem mais beleza para mim do que tudo aquilo que imediatamente se vê bonito, como a boneca.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Beleza de "mastigar e deitar fora"... :)
Sim. Há por aí aos montes. É a beleza comtemporânea que deriva do nosso modo de vida rápido, do excesso de informação mercantil que cria conceitos de conceitos e separa o que é arte da vida. É isso que produz as bonecas e a beleza de porcelana, penso eu.

10:50 a.m.  

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