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30 outubro, 2005

Tentar explicar uma necessidade




Agora vou tentar explicar uma necessidade. Agarro em adjectivos e componho o texto do amor mais ou menos ao sabor do que sinto na boca. Depois lá me contenho na entrelinha em que estou igualzinha a todo o amor que leio. É muito mais fácil falar pela boca do poeta, alguêm já o reconhece e se o releu decerto é mais simples reconhecer ali o amor. Só que a minha necessidade tem um valor que é distante do valor da necessidade do poeta, exactamente como as nossas rugas quase iguais pelas nossas duas faces.
E não explico.
E nem falo mais dela.
Sei que posso explicar a minha necessidade em silêncio, porque quase tudo aponta para ali. E embora não possam ler em mim o que eu escrevo em cada momento, quando se trata de uma necessidade acredito que é como se escorresse por nós como uma seiva ou um suor, como uma fruta a escorrer sumo.
Necessidade nunca é o que se sente nos intervalos dos episódios da vida, quando se pára para pensar. É urgente e por isso é estranho.
Não é razoável.

(foto-Jean Harlow)

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

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Paul

9:26 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

é urgente sim...e o que eu sinto nos intervalos dos episódios da minha vida é que ela (a vida) recomece de novo...

9:29 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

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6:31 p.m.  

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