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18 setembro, 2005

Nem sempre é uma maravilha



Quando o amor é muito bom nós tambem "aparecemos" para logo estragar tudo. Fáz parte do mesmo fenómeno das depressões em quem não tem nada para fazer.
Ou tá lá o objectivo, ou as caracteristicas primárias e defeituosas que temos tendem logo a arranjar outro objectivo qualquer para substituir.
Na verdade é exactamente como nos filmes. Com a agravante que na vida real não há mecanismos de fazer isto bonito, as pessoas são mais ou menos autênticos monstros a caçar para si próprias. Tudo se provoca e não se sabe se quem ganha não é quem perde mais.
Não sei porquê mas há dias em que o amor que sabe bem é esse dos vampiros que nos sugam o sangue do pescoço. Ou até sei... Quando não sei como pode um amor num campo de malmequeres sobreviver a não ser pela interpretação que se faz desse tal tempo ter aumentado as coisas. E das pessoas afinal não caçarem apenas no amor mas tambem na amizade na construção e naquela parte mais feia de possuir para sempre o que já se tem.
Acumular. Isto é que é humano. Se pudessemos todos acumulavamos até morrer tudo o que fossemos possuindo.
Amor, não me parece tão dificil de explicar se se despir tudo o que vem agarrado e está a mais. Mas como poucos conseguem despir... é dificil sim e inútil.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

“exactamente como nos filmes”… diria mais ou menos!.. E tem mecanismos e o mecanismo para ser bonito é saber escolher o filme e não nos arrepender-mos nunca do tempo que investimos a vê-lo... Eu não me arrependo do que escolhi... vejo-o e rebobino-o mil vezes.

Vampiros...há os dias de vampiro sim. Amor-vampiro… aqueles de amarrar, de açoites, de apertos de pescoço sem saber exatamente o motivo mas o motivo não é certamente o de caçar, o de ganhar ou perder, é mais o de senti-LO e isso é melhor que possui-LO… sem dúvida!

Amor?...Despe-te e explica-me.
Eu tou nú! :)

7:22 p.m.  

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