
foto - ErwinOlaf
Com os clicks da tua máquina pela minha cabeça, não dá para escrever sobre o que quer que seja que não tenha bocados de ti. Fico ali, de olhos fechados. Os adjectivos, visto-os e servem-me, como outros serviriam, não sei se bons ou maus, mas serviriam. Tenho alturas em que penso que tudo me serve. Tudo me pode descrever. Preciso então dos outros para me verem ir sendo e me fazerem ter consciência de que afinal com esta e aquela evidência eu só posso ser assim. Juntáste as coisas boas todas e fizeste o livro bonito, mas eu tenho tambem uma porrada de coisas más. Provavelmente um destes dias editas o livro feio. E aí, eu vou continuar por ali, pelos adjectivos bonitos que escreveste agora e não vou querer saber do resto. Fico onde me posso sentir melhor. Fico onde estou bem. As fotos fazem o mesmo, são para ficarmos num único click. Para o momento parado ser intensamente interiorizado. Se o teu estado de graça te faz escrever sobre mim bonita, eu fecho os olhos e fico ali, a sentir-me bonita. Ás vezes tenho falta disso.
1 Comments:
Será a partilha de tudo o que te é tão pouco que adquire em mim relevante significado? É-o seguramente mas não só! E se não vez é porque olhas melhor a tua alma e esqueces o corpo. Olha que assim não posso brincar contigo a vendar o olhar que não tens:)
E não é por estar em "estado de graça" (já não se pode contar segredos a uma "alma", bolas!:() És assim! e muita coisa bonita ficou por dizer...e feia. Começo já pela foto com que ilustras o texto, noto que há é alguma coisa de estranho nela. Não combina nada contigo... Nada!
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