Discutimos

Autor desconhecido
Às vezes não é nada, nem mereçe o nome. Outras vezes é. E é porque nos importamos senão não fazia nenhum mal. Raramente se dá importância ao que de facto tem importância, quando se discute. Ficamos com a ultima frase do outro e tudo se muda a partir daquilo. É verdade. É mesmo verdade que não interessa já o que somos ou o que sempre fomos, se de repente conseguirmos dizer coisas terriveis que deixem o outro a "levitar" noutro planeta, sujeito a outra gravidade.
Andamos apesar de tudo sujeitos a milhares de gravidades um dia inteiro, milhares de ausências e companhias, sem contarmos com o facto de permanentemente conseguirmos surpreendermo-nos a nós próprios com a nossa dedicada paciência ou com uma total e inesperada falta dela.






1 Comments:
É verdade, discutimos... e quem te conhece, achará que é bom discutir ideias contigo pelo teu conhecimento, inteligência, convicção e capacidade argumentativa... Eu tb gosto!
Olha guerreira, por natureza (e já sem saber se isso é bom ou mau ou incluir aqui aquele tipo de gente que sistematicamente é do contra) todos vemos ou temos convicções diferentes para as coisas e foi disso que se tratou... e sabes porquê, porque entre pessoas que se amam, pior que discutir é tolerar sem ao menos contestar as ideias diferentes do outro sobre determinados assuntos, por muito estranho que o factor discordância pareça aí aos puristas do amor. Porque somos como somos, diferentes. Porque amamos e queremos sempre (esforçamo-nos, dirias tu) que quem amamos pense como nós e por muitas mais coisas, considero assim que este tipo de discussão, não é mais que mais uma forma de também fazer amor e se, no final, tem aquele "tens razão" convicto, é mais estimulante que qualquer orgasmo que se possa conseguir na cama com os dois corpos em uníssono... (diria que é um orgasmo da alma, se acreditasse nela):) Se não tem, é como aquelas vezes em que factores estranhos, um simples bater na porta por exemplo, estraga o que podia ter sido muito bom…
Chato chato é quando a discussão é feia e o tema mexe com o nosso modo de sentir e, depois disso, damos connosco a adivinhar ou questionar a intensidade do que sente a nossa ou a outra pecinha vermelha, pulsante, que temos no peito e nos faz depois dizer coisas do tipo: “Sabes uma coisa, durante estes dias apercebi-me q já gostei mais de ti… Qd ligava logo ou qd precisava de me explicar”...
Refez-se sem se perder nada. Refaz-se tudo sem se perder nada se quisermos, porque o sentimento é forte e isso dá-nos tempo de agarrar o que somos ou o que sempre fomos… Mas sim, são estas é que nos atiram para outro planeta… e eu, que não tenho escafandro de astraunata nem nada, não gosto nada dessas viagens siderais, mesmo nada!
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