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23 agosto, 2005

Presentes



A concha era o diamante. Assim que a vi enorme no fundo do mar tive o desejo grande de a apanhar para ti. Podia ser para mim se não tivesse pensado em ti... Podia ser só para a ter na mão para a ver melhor. Brilhava tanto e talvez por ter todos aqueles bicos, a noção que me dava é que era uma pequena grande pedra preciosa. Já valia na minha mente, pelo sol que era ali na areia... E eu, como bom peixe, ía descendo, capáz de morrer por ela. Todos nos viramos para a luz, é assim não é? E aquela luz já era para ti.
Quando a trouxe para a praia, vi a verdadeira dimensão do tal sol. É como os corais, tão bonitos no fundo e à superficie apenas rochas com buracos. Mas continuei a achá-la bonita. Não era tão branca, nem tão grande, mas era uma concha de bicos que à lente da àgua foi capáz de me fazer ir mais 2 metros abaixo.
Se lá estivesse o diamante... Não sei se não iría festejar, ou se partilhava com alguem o grande fenómeno do acontecimento. Mas tambem, se lá estivesse o diamante até que ponto o guardarias como se fosse uma concha em vez de te sentires o possuidor da pedra que vale muito. Provavelmente teria para ti a utilidade que têm os diamantes e serias tu a fazer a festa e a trocá-lo por belos momentos de vida.
O que vale é o que representa aquilo que se representa com a oferta.
Quando o vi ao longe, era um diamante que te teria dado.


(Não tinha fotos de conchas nem de diamantes. Só de mar)

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

eu dou-te a photo :)
http://www.gastropods.com/7/Shell_127.html

1:16 p.m.  

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