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03 setembro, 2005

Este macaco que eu amo



"Isto está a letras enormes para que possas ver bem que eu posso amar um macaco."
Eu sei que não sou ninguem para duvidar do teu sentimento. Mas nem foi isso que aconteceu.
Ama o macaco, por favor.
Ama só os macacos e deixa que eu os ame só a eles tambem. Sem espanto.
Adoro o jeito doce com que se recostam em qualquer lugar e coçam a cabeça e adormecem...
Adoro a forma como têm bom gosto na alimentação, parece que não é mesmo nada só bananas e amendoins, gostam de doces, mel... E podem comer devagarinho e de olhos semicerrados de prazer.
Tenho a certeza que conseguia amar o macaco, até quando ele fizesse algo que me surpreendesse pela negativa. Amava-o calculista e destruidor...
Se o amasse...
Amava-o sem dúvida desde o momento em que o aceitasse como companhia, desde o momento em que a luz cá por dentro se acendesse.
Amava-o como sou. Até deixar de o amar. Talvez pela razão mais dormente do mundo. Talvez por um dia achar que ser macaco não me chega. Não ficava a amá-lo e a dar metros entre nós para que o tempo nos fizesse esquecer.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

"desde o momento em que a luz cá por dentro se acendesse."
Sim, é agradável essa sensação de iluminação ainda que seja por um momento... Mas depois, no escuro, a dormir, vê-se q o/a macaco/a “não chega” e temos de deixar de amar... Óó mas que chatisse! Até tou com pena deles… Lá os deixamos sentados no galho, tristes, feios e observadores, a pintar o quadro completo da maneira de ser dos humanos... Coitados.

10:17 p.m.  

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