se se expressam

No limite, agarramo-nos tanto ao que queremos que a memória de não querer é já mais estranha do que foi nossa.
Explicar pode fazer toda a diferênça e explicar pode dar razão ao "sentir" que coitado de tão emocional é algo parecido a um bicho selvagem, daqueles que mordem sem dentes ou cortam sem ter garras.
No limite, temos fome de viver e resistimos, tanto, como quem é maltratado e subsiste.
Tanto, que se pode não entender mesmo nada, nem querer saber, que sobrevivemos à falta de comunicar, ao tão pouco que percebemos de nós, juntos, mas continuamos a viver, enquanto os nossos corpos se expressarem.






1 Comments:
Vamos lá ver se entendi... Queres dizer, achas mau, que apenas comunicamos com o corpo e não queremos saaber de explicações para o que sentimos para nada.
E porque n?...
O conhecimento (suponho que cientifico) é possível para poucos. Explicar sentimentos com base nesse conhecimento, mesmo entre duas pessoas com niveis equiparados, a meu ver, tb n é uma coisa muito linear já que existem duas cabeças que variam segundo a consciencia de cada uma... e estas (as consciencias) mesmo que parecidas, ainda podem funcionar em função d estados de espiritos variaveis, memórias acumuladas etc etc... o que pode dar cegada na mesma... a não ser que fossem maquinas programadas do mesmo modo, assim talvez não. Como não somos, diria que se passaria apenas do desentendimento "selvagem" para um outro mais "cientifico", mas a merda era a mesma.
Talvez por isso nos agarramos tanto á "memória de não querer"..O esquecimento como cura das feridas.
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