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12 maio, 2006

Num par



As sucessões de pensamentos e memórias, como uma dança. Quando se dança pode nada fazer sentido ou relacionar-se. Pode ser o meu pé e o teu ombro, num par que ninguêm acha perfeito. Algo fresco no meu olhar , algo muito cansado no teu gesto. Pode ser o sono e a vontade de dormir. Há muito tempo uma cama... E um poema de agora.

"Não te esqueças de esperar por mim! Espera com toda a força.
Espera até a pedra amolecer e o Verão se tornar frio.
Espera até que as flores comecem a sorrir.
Até as crianças deixarem de crescer, a manhã não nascer e a chuva não te molhar.
Espera até que dos livros desapareçam todas as palavras e o mar se desfaça em pó
Espera por mim até os teus olhos mudarem de cor e os cabelos se enrolarem nos
dedos dos pés (...)."
(Olga Roriz e Catarina Câmara - O amor ao canto do bar vestido de negro - No Teatro camões).

(foto - Filmagens de "Valmont", Colin Firth e Meg Tily)

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

E aí está uma maneira poetica de dizer: "Espera por mim sim, mas sentado"
Até parece amor... :)

10:35 a.m.  

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