Última fala, da última estrela

"O amor ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra: o teu nome - essa última fala da última estrela quase a morrer, pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração."
Termina assim o "segredo" de Fernando Pinto do Amaral.
Imaginas a última fala da última estrela? Como se depois só fosse possivel o silêncio. E nesse absoluto vazio ainda tivessemos de saber quem somos pelo que amamos.






1 Comments:
(Esta mordida de lábios tá a esboçar um sorriso nos meus... :)
Sim, imagino!
A primeira parte imagino, é bonita!
O amor, a noite, o teu rosto absuluto, as estrelas, o teu nome, os teus olhos, o teu sangue, a
recordação de ter tido nos braços o ser perfeito para mim e tudo
mais,(esta já acrescentei eu) é mágico e fazem-me adormecer pacificamente...
E, depois da ultima estrela, acaba o sonho e vem o despertar, e com a luz da unica que fica, volta a vida, o barulho, a confusão. No meio disso, a esperança que tudo se repita...
Nada de silencios... :)
Na segunda parte: A ultima fala, o silêncio, o vazio, a "tranfusão", a quase morte...isso não imagino. É já pesadelo!
É feio! A "ultima qq coisa" leva-me para um fim e não tenho resposta, se tivesse era certamente errada... Não quero esse exercicio e nem quero saber o que iremos saber assim!
Fuck!!!
Termina tudo! Como poderia eu depois encontrar-te no mundo escuro e vazio?... hãã???
Enviar um comentário
<< Home