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05 setembro, 2006

Este macaco (II)




E o macaco aqui fica. Estendido em poses de abatimento.
E eu, simpática, uso a musica do alongamento para me cingir à metade que sou de mim.
Porque aqui entram os verbos e os adverbios, em modos lentos e enfadonhos. Entram as luzes em excesso e as energias magras. Mas com verdade, nada!
E eu já tinha dito um dia, que não te ver trás-me menos saudades que ter acabado de sair de ti ainda há pouco.
Não te ver é limpo.
Não ver o bebé tambem é limpo. Recordar como foi é que já pode ter algum pó. É como a prateleira que precisou de arrumação. Mas nesse teu coração a 100 ao minuto, não sei o que é importante.
No meu, que só bate a 70... Ver-te é deixar que a onda molhe a areia e ter que dar tempo ao sol que a volte a secar.
(foto - Monica Bellucci)

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Bom, axo que sentir falta, saudade, é um pouco diferente da arrumação ou limpesa da prateleira, da estante ou mesmo do "espaço" todo... Para mim, isso é um estado que se instala e se amplia com o decorrer do tempo. Mas ok, pode ser bom quando não sei o que fazer com isso...
Olha, é melhor que cagar tudo, ou recorrer a comprimidos coloridos.

12:54 p.m.  

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