Página virada
Precisava de escrever de novo. Qualquer coisa.
A mais pequena frase que se escreve um dia, pode vir atormentar-nos o pensamento, muitos anos mais tarde, sobre como estávamos naquela altura.
Eu nesta altura estou simplesmente a virar a página do teu aniversário!
Andei a passear por endereços antigos, os meus blogues estávam mortos e eu vim cheirar as flores.
Sei que me vais ler, com essa calma que tu tens, quase tão prontamente como o meu acto de escrever. Mas nem imaginas a responsabilidade que não tenho, embora eu saiba disso.
Gostava que pudesse ser assim com toda a gente. Ás vezes tento e sou imediata, mas logo me fazem sentir que fiz a maior asneira do mundo. Nos dias, na vida, temos que pensar e pensar...
Ou então os nossos "erros" tornam-se muito grandes, mesmo maiores que nós e que os sentimentos que tinhamos... E depois pronto!
Ninguêm nos salva de nós próprios. Vão conheçer-nos pelos saltos muito longos que demos, sem pernas.
Vão dizer-nos:
- Mais valia que tivesses tido juizinho!
E lembro-me agora que foi exactamente o que disseste sobre a minha amiga.
- Mais valia que tivesse juizo!
Foi pior ainda.
Entendeste a motivação como uma forte vontade de se alimentar de qualquer coisa, e usaste palavras mais duras ainda.
Eu vou com a minha poesia tentar descobrir paixão no gesto dela. Porque tenho paixão nos meus. E porque com os meus me afundo! E sabes que descubro que isto é assim porque sim!
Salva-se normalmente aquele que não tem nenhuma sensibilidade para nada que é o mesmo que se regozija com o que devia envergonhá-lo.
E ele esqueçe ou lembra pela positiva.
E ela não esqueçe e lembra pela culpa.
São ambos "mágicos" de um tempo que têm nas mãos mas que por muitas razões vão optando por usar de diferente maneira.
Tambem sei sentir isso contigo. Quando salto e me "estatelo" no chão.
É um perigo. É quase uma guerreira meia-morta.. Fazes um resumo da situação, dizes que detestas que te morda... Mas no fim...





