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30 setembro, 2005

Reuniões




Há reuniões onde o que se diz de importante é mais ou menos a parte da côdea do pão.

...E agora oiço:

"Let's take the train to anywhere
I wanna feel the wind in my hair with you.
Let's tell them all, that soon they'll know
How very wrong they were to think we'd never go,

And if you tell me yours I'll tell you mine
And we will clean the cobwebs out of one anothers minds."

(foto-Scarlett Johansson)

27 setembro, 2005

Melhor




Agora ilustrei.

(foto-Jacinda Barret)

21 setembro, 2005

Era assim?



Era assim que o homem que só gostava de mulheres bonitas queria?
(Angelina Jolie)

18 setembro, 2005

Nem sempre é uma maravilha



Quando o amor é muito bom nós tambem "aparecemos" para logo estragar tudo. Fáz parte do mesmo fenómeno das depressões em quem não tem nada para fazer.
Ou tá lá o objectivo, ou as caracteristicas primárias e defeituosas que temos tendem logo a arranjar outro objectivo qualquer para substituir.
Na verdade é exactamente como nos filmes. Com a agravante que na vida real não há mecanismos de fazer isto bonito, as pessoas são mais ou menos autênticos monstros a caçar para si próprias. Tudo se provoca e não se sabe se quem ganha não é quem perde mais.
Não sei porquê mas há dias em que o amor que sabe bem é esse dos vampiros que nos sugam o sangue do pescoço. Ou até sei... Quando não sei como pode um amor num campo de malmequeres sobreviver a não ser pela interpretação que se faz desse tal tempo ter aumentado as coisas. E das pessoas afinal não caçarem apenas no amor mas tambem na amizade na construção e naquela parte mais feia de possuir para sempre o que já se tem.
Acumular. Isto é que é humano. Se pudessemos todos acumulavamos até morrer tudo o que fossemos possuindo.
Amor, não me parece tão dificil de explicar se se despir tudo o que vem agarrado e está a mais. Mas como poucos conseguem despir... é dificil sim e inútil.

16 setembro, 2005

Pela Berta





Lá chegou a Berta de Toronto a dizer que aquilo foi uma maravilha, que ele foi excepcional, sempre muito acessivel e simpático, até falou para um telemovel que lhe deram quando saiu da limusine e disse "Eu tambem sou teu fã".
A Berta e as outras 3 com ela, não ligaram nada ao Bono, nem ao Keanu Reeves nem aos outros que se passeavam pelo hotel.
Podemos dizer que a Berta é do tipo dos voyeurs que te incomodam. Gente demasiado interessada na vida dos outros. Mas acho que não é bem a mesma coisa. Ter dedicação a alguêm, esperar por alguêm tanto tempo ali perto da passadeira vermelha, é mais mágico do que andarem por aí a falar do que viram, a disfarçar a voz.
Ao outro lado do mundo eu tambem gostava de ter ido se pudesse. Para ela foi uma viagem inesquecivel. E estes amores são bonitos. Não havia nenhuma estrela capáz de substituir aquele que ela esperava. E no momento em que ele saiu do carro e viu a faixa, dirigiu-se automaticamente para lá e talvez com pouca noção de que a Berta sabe mais da sua vida do que muitos amigos dele. E fez tantos quilómetros para um momento de segundos, que por ser quem é, ele transformou em minuto e meio.
Pela Berta, Obrigada Colin.

(foto "where the truth lies")

13 setembro, 2005

Alone



From childhood's hour I have not been
As others were; I have not seen
As others saw; I could not bring
My passions from a common spring.
From the same source I have not taken
My sorrow; I could not awaken
My heart to joy at the same tone;
And all I loved, I loved alone.
(Edgar Allan Poe-Alone)
Poema cortado ao meio. O resto fica para uma noite de demónios.
A foto "granulada" é Colin Firth em "The Caretaker"

09 setembro, 2005

É sempre o amor



Love. At any cost.
Mas a conspiração é global e a corrupção é contagiosa.

Estava a dizer-te que não compreendo a perfeição com que acusamos a imperfeição.
Muito perfeitos sem dúvida mas apenas enquanto não se tem algum poder. O que acontece depois? Transformamo-nos todos em Seres menos bons? Sei lá.
Amor, fala-se imenso de amor. Tambem se fáz imenso amor, mas o facto de ser pelo prazer diz imenso sobre o bicho homem.

(Ralph Fiennes - "The Constant Gardener")

07 setembro, 2005

Depende de ti



Ficar no vazio pode ser tão desesperante que a solução é crer em qualquer coisa no infinito.
Essa coisa pode ter o nome que lhe deres, pode chamar-se silêncio... Depende de ti.
Como tu dependes de ti.
E eu de mim.
E em alguns dias daquilo que amo demais.

(foto-SergioRodrigo)

03 setembro, 2005

Este macaco que eu amo



"Isto está a letras enormes para que possas ver bem que eu posso amar um macaco."
Eu sei que não sou ninguem para duvidar do teu sentimento. Mas nem foi isso que aconteceu.
Ama o macaco, por favor.
Ama só os macacos e deixa que eu os ame só a eles tambem. Sem espanto.
Adoro o jeito doce com que se recostam em qualquer lugar e coçam a cabeça e adormecem...
Adoro a forma como têm bom gosto na alimentação, parece que não é mesmo nada só bananas e amendoins, gostam de doces, mel... E podem comer devagarinho e de olhos semicerrados de prazer.
Tenho a certeza que conseguia amar o macaco, até quando ele fizesse algo que me surpreendesse pela negativa. Amava-o calculista e destruidor...
Se o amasse...
Amava-o sem dúvida desde o momento em que o aceitasse como companhia, desde o momento em que a luz cá por dentro se acendesse.
Amava-o como sou. Até deixar de o amar. Talvez pela razão mais dormente do mundo. Talvez por um dia achar que ser macaco não me chega. Não ficava a amá-lo e a dar metros entre nós para que o tempo nos fizesse esquecer.