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30 abril, 2005

Coração


étirement


Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor (Madre Teresa)
Não te podes baralhar. Nem por um momento penses que não estou bem se saio do pé de ti bem. Contigo se ficar mal vai-se notar ou vou dizê-lo logo.
Tudo o que for mau-estar que apareça enquanto estiver longe de ti, é criado por mim mesma, não tens culpa e como tal não te responsabilizes nunca. É bem verdade o que me disseste, que o que nos dói e martiriza, é a nossa consciência. Temos que estar em paz e isso é lixado. É quase como se nos preocupassemos muito, mas mais ainda sempre que sentissemos que a culpa é nossa.
Quero ilibar-te para sempre de qualquer culpa. Sempre que me sentir mal, ou se me desiludir, a culpa é minha. Estou onde estou porque escolhi e estou pelo presente e não por qualquer possibilidade de futura felicidade. Estou porque decido estar e não por te achar digno da minha confiança. Não me lembro de nenhuma maneira que possas ser que me possa fazer sentir alguma maior vontade de estar. Estou porque sinto e não porque tenho esperãnça. Pode ser feio mas é natureza sem qualquer explicação.
O amor depois inevitavelmente faz o coração feliz.

28 abril, 2005

Mas às vezes acredito


Foto-MikhailPalinchak

Quis apagar o mapa, ele era para o outro como te disse, mas já não fui capáz de "matar" o homenzinho de cabelo cor de laranja. E assim cá continuamos sem telhado, tambem não temos cama nem àgua quente nem corrimão na escada para escorregar... O que importa se há telhas? Olha, há ponte, isso interessa-me mais. Há uma ponte suspensa metálica e que suporta ventos fortes ali inalterada, nada como a outra que racha. E é uma ponte onde posso correr quando te pôes a desconstruir.
Não preciso que prometas coisa alguma, nem que te esforces para não voltares a ser como sempre foste, já que o comentáste como quem está de olho aberto, consciente.
Se for a ver bem até aquilo que preciso, eu mascáro com formas de se ler que não preciso. Talvez as janelas do blog sejam isso mesmo. A máscara que só os tontos acreditam ser a cara. E uma qualquer forma de retirar poder a desconstrutores.
Não. Mas isto é muita defesa, muita explicação.
Entendeste? Eu tambem não!
Mas às vezes acredito.

27 abril, 2005

Sabes que estás apaixonado


MartinCooper

...Quando vês o mundo nos olhos dela e os olhos dela em todos os lugares do mundo.
Quando não queres estar no ar, nem no mar, nem na terra, se ela estiver no fogo.

26 abril, 2005

Sir Frederick Ashton

Sir Frederick Ashton, simplicidade, forma e sofisticação.
A guerreira está cansada para escrever sobre as imagens eróticas, no entanto veio-lhe à cabeça uma Ondina que se apaixona por um humano no momento que ouve o seu bater de coração, porque as Ondinas são espíritos das àguas e não têm coração. Papel feito especialmente para Margot Fonteyn por Frederick Ashton, o homem que resolveu querer ser bailarino aos 13 anos ao ver Ana Pavlova.
O amor tem tantas formas.


Tamara Rojo e Jonathan Cope


Rojo a brincar com a sombra

23 abril, 2005

I've been waiting for you


GeoffroyDemarquet

I've been looking
For a woman
To save my life
Not to beg, or to borrow
A woman
With the feeling
Of losing once or twice
Who knows how it could be tomorrow?
I've been waiting for you
And you've been coming for me
For such a long time now
Such a long time now
A woman
With the feeling
Of losing once or twice
Who knows how it could be tomorrow?
I've been waiting for you
And you've been coming for me
For such a long time now
Such a long time now
(Pixies)

Tenho estado à tua espera e tu tens vindo por mim. Há já tanto tempo.
E este tempo é mais bonito que o teu tempo, aquele que li agora na tua página.

21 abril, 2005

Dá para ver a história toda de amor ali

IllonaWellman


Muito linda! A foto erótica à qual te dedicaste. Ela ampliada até dá para ver a alma da modelo que posou para ti. Os poros da alcatifa, as dedadas da maionese, as nódoas de vinho...
Dá para ver a história toda de amor ali.
Até cheirei o perfume do amaciador que ela usa, só de estar a observar a curva da perna dobrada.
Bem que a Susan Sontag diz que poucos vêem aquilo que não está já dentro das suas cabeças. Na minha, é isto que está hoje... Nada a fazer...
Mais valia o novo papa ou alguma explicação sobre como as células estaminais mostram grande potencial na regeneração cardíaca após enfarte de miocárdio.
Mas não foi assim... Enfim...

20 abril, 2005

Submissive behaviour

¨
HectorHeathwood


Being your slave what should I do but tend,
Upon the hours, and times of your desire?
I have no precious time at all to spend;
Nor services to do till you require.

Nor dare I chide the world-without-end hour,
Whilst I (my sovereign) watch the clock for you,
Nor think the bitterness of absence sour,
When you have bid your servant once adieu.

Nor dare I question with my jealous thought,
Where you may be, or your affairs suppose,
But like a sad slave stay and think of nought
Save where you are, how happy you make those.

So true a fool is love, that in your will,
(Though you do any thing) he thinks no ill.

William Shakespeare

19 abril, 2005

Estou nula

CornellCapa - Marylin Monroe 1960


Esta noite não consigo pensar. Já estou semiconsciente. Já se me entopem todas as vias possiveis de se fluir por lá. Já só há caminhos desconfortaveis. Quero ir deitar-me antes que a cama que já transporto num sonho me caia em cima. Nem quero saber de onde me saiu este cansaço todo. Já passei alfa. Estou nula.

(a guerreira a lutar contra o sono)

17 abril, 2005

I bleed

ErwinOlaf


as loud as hell
a ringing bell
behind my smile
it shakes my teeth
and all the while
as vampires feed
i bleed

prithee, my dear,
why are we here
nobody knows
we go to sleep
as breathing flows
my mind secedes
i bleed

there's a place
in the buried west
in a cave
with a house in it
in the clay
the holes of hands
you can place
a hand in hand
in bleed

Pixies

15 abril, 2005

Arquitectos de amores e bailarinas de dores

NaushérBanaji


Sim, já está escolhido. Leva uma eternidade a fazer o meu jardim interior mas...
É defeito de profissão, são todos mais ou menos assim. Pensam muito e distraiem-se com os mosquitos que passam junto à cabeça. Não conseguem evitar. São muito artistas e muito indisciplinados... Eu tambem não sei porquê. E eles acham todos que não são. Fará parte do charme possivelmente. Foi uma escola inteira a aprender simultaneamente a seguir regras e por outro lado a ousar ousar para personalizar.
Mas não é nada que uma "passeante" de passagens pedonais e outras, cuja escola foi mais retórica e imensa certeza, possa falar.

(A guerreira a juntar materias diferentes e a procurar a estabilidade. Pelo menos um pensamento estável!
Arquitectos de amores e bailarinas de dores... Ela sabe lá).

14 abril, 2005

Pequenos cortes

RobertoBolle e TamaraRojo


E o vento que essas cinzas nos dispersa não é de nós
mas é quem reacende outros sinais ardendo na distância um breve instante...
(jorge de Sena)

Tanto cortezinho... depois arde com àgua a correr para não dizer com o alcool. Arde com o vento suave, arde imenso.
Cortes de discussões, palavras que não gostariamos de ouvir, más interpretações. Pois, não chegam a ser cicatrizes. E é por isso mesmo que é tão feio.
Cortes de tudo. Até nos esqueçemos, cortes com sangue e sem sangue, com crostas de dias e já imperceptiveis. Cortes para mostrar e para esconder.
De amor e guerra. De ódio.
E depois tambem os nossos cortes. Os que estão no principio do pensamento, no cimo do cesto. Os que são reflectidos por largas horas, os que é preciso explicarmos a nós próprios.
Esses podem ser cortes superficiais que serão sempre cortes fundos. O corte por ti... com o teu nome. O feito por mim, com o meu.
Desinfectados com as lágrimas e recordados com sorrisos, quem sabe se muitas vezes pelo futuro, ou apenas um breve instante.

13 abril, 2005

Num abraço doce

Sarci


Num abraço doce. Daqueles imensos, de praia no fim do verão e no fim do dia.
Pedi-te que fosses complectamente sincero contigo, para eu ter o prazer de puder confiar nos meus instintos e nunca te poder culpar pelo engano.

12 abril, 2005

Seguimos para lá

GeorgeLosse


Pergunto-me se poderia voltar se quisesse àquelas tardes de espera e ansiedade.
Se poderia voltar a mim, no tempo de pouco ser Eu. Se a consciência atrasasse a evolução. E se pudesse ainda não identificar uma mentira.
Pergunto-me se seria a mulher que acho interessante ou se seria aquela que vejo como mulher apenas. E respondo-me que o orgulho deixa as pessoas sós. Mas deixa a visão apurada e uma capacidade para reler o dia como se se soubesse escrever tão bem como o infinito. Pergunto-te se foste algum dia tão feliz. E passas a pente fino as tuas tardes, que podem não ter sido de esperas. E não sabes responder. Eu sei. O que fazemos é que diz para onde vamos... E às vezes fazem por nós e a gente aceita e nem sabe como chegou ao que é, nem onde está.

11 abril, 2005

É

GeorgeLosse


Ninfomaníaca. E não é por ser só uma palavra tão livre.

10 abril, 2005

É a prisão que me liberta

JurgenKampa


É a prisão que me liberta, a fome que me alimenta e a dor que me dá prazer.
E parei! Porque isto à lupa não fica tão belo como é na realidade.
Depende da cabeça e da quantidade de caracóis que lá estão. Para não falar da hora do dia e do termómetro ou barómetro ou pulsómetro...
Depende do sorriso que se aprendeu. Se se leu o livro até ao fim ou se se ficou para sempre na página do beijo.
Ah! Que sentido que isto tem.
É um sentido de sucos, muito pessoal...

08 abril, 2005

Eternidade momentânea

NaushérBanaji


A foto chama-se eternidade momentânea. E não vai ter palavras por aqui. Parece uma posição tão só mas é o ângulo que a fáz só. Para mim devia ter sido tirada de baixo e não de cima e já estaria acompanhada.

(imaginações da guerreira) pensamentos como a realidade devia ser.

07 abril, 2005

Não pensar

NaushérBanaji


For I dance
And drink & sing;
Till some blind hand
Shall brush my wing.
William Blake

Subir ou descansar?
Perante a visão da escada normalmente sabe-se que o caminho é para cima.
A guerreira dança, canta e vai bebendo. Nos intervalos descansa. Não pensa.
Sabe que se pensasse talvez já não voasse.

06 abril, 2005

Não precisar

NunoBelo


Falamos demais. Eu falo demais. E depois sinto que não dizemos nada, que eu não digo nada.
Assim como resolvemos ás vezes, temos outras em que está tudo resolvido e morremos pela boca de seguida. Fico a pensar de onde terá saído o trovão. E o mau estar dura muito tempo. A culpa nunca é de ninguêm, é porque todas as pessoas são como são. E todas são imperfeitas, não existem para fabricar sonhos nem a quem amam muito. Às vezes nem sequer para fabricar sonhos a si próprias. A guerreira não se sente devedora nem credora. Prefere tentar acreditar que consegue amar em liberdade. Deve-lhe ser dificil pensar que alguêm possa ser fiél a si próprio e a ela ao mesmo tempo, duvída que isso seja possivel por mais de que alguns dias. E fáz parte da sua sobrevivência não precisar que isso seja necessário por dia nenhum.

03 abril, 2005

Não somos distraídos

Borguero


Mas não somos distraídos. Não nos dispersamos na notícia, nem levitamos nas palavras. Pensamos. Temos todo um circuito interno onde corre o nosso ultimo modelo de máquina, conseguido com estudo de segundo a segundo.
Pensamos. E cada vez mais nos transformamos no que somos capázes de pensar.
Humanos... Menos humanos...
A guerreira concorda e discorda a uma velocidade já proíbida em auto estrada.
Ela sabe que se esforça, mas há gente que ela precisa de sentir que tambem sabe que ela se esforça.
Não se é do contra porque sim.
É-se do contra porque se busca, porque se olha, porque se sente.
É-se do contra porque não se cabe.
Focamos a tal da parede amarela que vemos complectamente pintada.
Focamos algum pormenor que nos dilacera
E não nos dispersamos na notícia da morte, ou do dia.
Humanos... Menos humanos... Quem sabe o que somos e onde estamos?
Podemos não estar muito tempo a olhar para os que falam para a multidão.
Mas não somos distraídos.

01 abril, 2005

Meço a partir de ti

SaschaHuttenhain


Preciso de rescrever a frase que coloquei hoje, da Teolinda Gersão. "viver é fácil porque meço a partir de ti o norte e o sul. Basta que existas para que os meridianos se arrumem e os oceanos não transbordem" porque sinto tanto assim, que repeti-la é mais que saborear o som das palavras, é viajar dentro de mim. Aprender a conhecermo-nos a nós próprios é que é o desafio... E eu repito "basta que existas" e como adoro esta viagem... E como adoro esta consciência de que meço a partir de ti.

(As guerreiras são tão determinadas que precisam de se repetir. Fáz parte da afirmação, é uma espécie de orgulho).

Quando as viagens se fazem por dentro...