
"I always try to speak about all of us, about what we feel, about our same language, about our wishes, our hope, our desires, our fears, about love, about yes, being human -- and how beautiful each person is, and how fragile each person is... And I think all these together is what I have to say." Pina Bausch
Agora já bem longe (no tempo) de fragmento, a primeira coreografia de Pina Bausch.
E com a noção da dança-teatro bastante enraízada em todos nós, já podemos apreciar, entrando num mundo total de emoção com a expressão ao rubro, onde tudo é permitido desde que grite. Não há só gestos que gritam, há lágrimas, olhares... E o que se conseguir imaginar.
Com tanta liberdade para passar a mensagem. A mensagem passa a ser o tal dos extremos que se expressa a murros e as corridas que se libertam num palco limitado são no limite a vida, a morte, o amor, o ódio e a subjugação que tanto indigna.
"And I think all these together is what I have to say". Dizer é o que importa. E dizê-lo com toda a liberdade de gestos e toda a creatividade de formas, até que se torne fácil entender mesmo quando não o é.
Não tem fim o numero de formas de expressar a dor, o amor, o ser humano. E essa é a parte mais fácil de se fazer um trabalho assim, mas Pina Baush está nessa expressão da dança-teatro com a consciência (que passa a quem a observa) de uma Sua verdade como objectivo mais importante. E a quem vê basta que se permita sentir. Gostar ou não, já são aquelas duas faces da moeda... E às vezes gostar e às vezes não, é que é tão natural...